De 27 de março a 1º de abril de 2008, o evento oferece um grande leque de discussões em torno das linguagens humanas.
“Ele é nosso. Precisamos ocupá-lo.” Assim sintetiza Vania Laneuville, assessora de comunicação do 2º Salão de Leitura de Niterói. Com 131 stands, 78 expositores e 29 mil visitantes em quatro dias, apresentando no total 312 atividades, recebendo a visita de 3.500 alunos da rede pública por dia, Niterói consegue fortalecer o evento Bienal e colocá-lo como um dos três maiores do Estado (junto à Bienal do livro e à Feira de Paraty).
Para garantir o sucesso da empreitada, não foram medidos esforços. Convidados como Bia Bedran, Ariano Suassuna, Elisa Lucinda, André Trigueiro, Evanildo Bechara, Carlos Eduardo Novaes, Thalita Rebouças, e Antônio Olinto garantiram seus nomes na lista de presença. Contação de Histórias. Teatro de Fantoches. Oficinas de Origami. Tudo para levar o público a visitar o Salão e prestigiar o Caminho Niemeyer.
Programação para todos
As deficiências nas instalações foram contornadas pela diversidade da programação. E tudo gratuito. Não teve como ficar de fora. Desde os alfabetizandos até os mais eruditos puderam encontrar opções. De estandes promovendo contação de histórias até palestras relativamente elitizadas como Ariano Suassuna e o Imortal Evanildo Bechara, o evento abrangeu todas as faixas etárias, econômicas e sociais. “O Teatro está cuspindo gente”, brinca o segurança. “Está o tempo todo assim”. Contagiado, um sorriso gigante na boca, completou “Mas se a senhora não se incomodar, pode ficar em pé e assistir. Tá todo mundo gostando”.
Já no Memorial Roberto Silveira, mostra de cinema agrada os estudantes, “Mas poderia ter mais desenhos brasileiros”, Diz Kellen, 16 anos, estudante da rede pública. As animações Canadenses e Inglesas ocuparam a maior parte das projeções.
Preocupação com a Internet
Entre as atividades, bastante destaque para os minicursos, que vão ensinar como criar um blog e entrar no Orkut. Mostram a preocupação com a Inclusão Social. Para muitos dos visitantes, a Internet ainda não é realidade. É importante que as crianças tenham contato com ela de forma positiva. A orientação dos estandes fez toda a diferença para muitos deles, abarrotados na frente dos monitores, explorando o mágico mundo que se desenha pelos pixels. Alguns hipnotizados pela fala dos orientadores, ficavam com as boquinhas abertas. Daqui a alguns anos, quando entrarem no mercado de trabalho, o conhecimento de internet vai ser essencial para eles.
Democratização do acesso à leitura
Muitos lançamentos e relançamentos de livros e a presença dos autores para atrair os visitantes a olhar o livro mais de perto. Talvez não seja falta de livros, como sugeriram algumas professoras; nem falta de leitores, como sugeriu o mestre Carlos Eduardo Novaes com o tema “como viver de literatura num país sem leitores.” É possível que eles apenas não estejam se encontrando muito ultimamente. Porque de longe a gente pode ver gente de todas as idades, principalmente as crianças, se embolando pra ver, tocar, sentir o livro nas mãos.
Olhinhos brilhantes, lá vão elas de volta pra casa com o presente da FME – o livro. A Fundação viabilizou um vale-livro para que cada criança da rede municipal pudesse levar um para casa, à sua escolha. O contato com a leitura, o valor do livro, as diversas formas de ler, estão sendo cada dia mais valorizados. Dessa maneira estamos formando cidadãos mais capazes, pessoas mais completas. Isso é realmente semear um país melhor.
Fica a certeza de que esse evento tem tudo para se perpetuar. A cidade de Niterói está crescendo culturalmente a cada dia. Finalmente o Espaço Cultural caiu no gosto do povo. E quem ia acreditar que o Teatro Popular ia ser tão popular mesmo? Pena que não é todo ano. Pena mesmo que não é todo dia.
Para garantir o sucesso da empreitada, não foram medidos esforços. Convidados como Bia Bedran, Ariano Suassuna, Elisa Lucinda, André Trigueiro, Evanildo Bechara, Carlos Eduardo Novaes, Thalita Rebouças, e Antônio Olinto garantiram seus nomes na lista de presença. Contação de Histórias. Teatro de Fantoches. Oficinas de Origami. Tudo para levar o público a visitar o Salão e prestigiar o Caminho Niemeyer.
Programação para todos
As deficiências nas instalações foram contornadas pela diversidade da programação. E tudo gratuito. Não teve como ficar de fora. Desde os alfabetizandos até os mais eruditos puderam encontrar opções. De estandes promovendo contação de histórias até palestras relativamente elitizadas como Ariano Suassuna e o Imortal Evanildo Bechara, o evento abrangeu todas as faixas etárias, econômicas e sociais. “O Teatro está cuspindo gente”, brinca o segurança. “Está o tempo todo assim”. Contagiado, um sorriso gigante na boca, completou “Mas se a senhora não se incomodar, pode ficar em pé e assistir. Tá todo mundo gostando”.
Já no Memorial Roberto Silveira, mostra de cinema agrada os estudantes, “Mas poderia ter mais desenhos brasileiros”, Diz Kellen, 16 anos, estudante da rede pública. As animações Canadenses e Inglesas ocuparam a maior parte das projeções.
Preocupação com a Internet
Entre as atividades, bastante destaque para os minicursos, que vão ensinar como criar um blog e entrar no Orkut. Mostram a preocupação com a Inclusão Social. Para muitos dos visitantes, a Internet ainda não é realidade. É importante que as crianças tenham contato com ela de forma positiva. A orientação dos estandes fez toda a diferença para muitos deles, abarrotados na frente dos monitores, explorando o mágico mundo que se desenha pelos pixels. Alguns hipnotizados pela fala dos orientadores, ficavam com as boquinhas abertas. Daqui a alguns anos, quando entrarem no mercado de trabalho, o conhecimento de internet vai ser essencial para eles.
Democratização do acesso à leitura
Muitos lançamentos e relançamentos de livros e a presença dos autores para atrair os visitantes a olhar o livro mais de perto. Talvez não seja falta de livros, como sugeriram algumas professoras; nem falta de leitores, como sugeriu o mestre Carlos Eduardo Novaes com o tema “como viver de literatura num país sem leitores.” É possível que eles apenas não estejam se encontrando muito ultimamente. Porque de longe a gente pode ver gente de todas as idades, principalmente as crianças, se embolando pra ver, tocar, sentir o livro nas mãos.
Olhinhos brilhantes, lá vão elas de volta pra casa com o presente da FME – o livro. A Fundação viabilizou um vale-livro para que cada criança da rede municipal pudesse levar um para casa, à sua escolha. O contato com a leitura, o valor do livro, as diversas formas de ler, estão sendo cada dia mais valorizados. Dessa maneira estamos formando cidadãos mais capazes, pessoas mais completas. Isso é realmente semear um país melhor.
Fica a certeza de que esse evento tem tudo para se perpetuar. A cidade de Niterói está crescendo culturalmente a cada dia. Finalmente o Espaço Cultural caiu no gosto do povo. E quem ia acreditar que o Teatro Popular ia ser tão popular mesmo? Pena que não é todo ano. Pena mesmo que não é todo dia.
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