Saturday, September 20, 2008
refazer, recomeçar, repetir...
Wednesday, September 17, 2008
VERSÕES SEM CENSURA
Serão 5 encontros, em que a UCAM de Niterói apostará numa ação direta do aluno com o político, evitando os tradicionais debates, onde as acusações e os dossiês acabam tomando o lugar do seu real objetivo.
O Diretor José Carlos de Oliveira Santos, acredita que durante 103 anos, a Candido Mendes testemunhou a evolução da política em nosso país. Foi com o fim da Ditadura que começaram a aparecer os grandes partido e as Plataformas Políticas. “Se a gente observar a história política do Brasil, percebe logo que não tem mais palanques.” Aquela vocação política que era freqüente durante o coronelismo, quando o cargo quase que passava de pai para filho, e trazia consigo grande respeito e confiabilidade, foi substituída pela figura do marqueteiro político. Este tipo oportunista descobriu que representar a comunidade pode ser uma boa fonte de renda.
Os políticos de hoje estão mais preocupados com o escândalo, em denegrir a imagem do oponente, do que divulgar sua proposta de governo. Com os palanques substituídos por Showmícios, há quem sequer saiba o que é uma Plataforma eleitoral. Pleiteando uma vaga na máquina do governo, essa nova leva de políticos desgastou a imagem de deputados, senadores e até mesmo presidentes. Em parte, a imprensa ajudou, mostrando o lado sujo do poder.
É quase uma obrigação moral da Universidade promover essa reaproximação, e tentar despertar os alienados. José Carlos acredita que essa alienação deve ser corrigida pela mídia, informando, e não orientando. Comparecer às palestras já é um ato de cidadania.
ENCONTROS COM A POLÍTICA
Uma boa oportunidade para descobrir o valor do seu voto.
Semana que vem, os cinco candidatos à prefeitura de Niterói estarão no campus da UCAM, realizando palestras para divulgar suas plataformas políticas. O evento será aberto à população, aos funcionários e alunos de todos os cursos.
O calendário ficou desta forma: Jorge Roberto Silveira (1), Paulo Eduardo Gomes (3), Edésio da Cruz Nunes (5), Gegê Galindo (8) e Rodrigo Neves (9). Todos os encontros serão no auditório do 10º andar, às 19:30h.
Os candidatos estarão abertos a perguntas, mas não serão permitidas ofensas nem acusações.
O diretor do campus Niterói, José Carlos Oliveira dos Santos, e o coordenador executivo Julio Bordoni presidirão a mesa de debates.
Dias 01, 03, 05, 08 e 09 às 19:30h
Auditório do 10º andar
Increva-se já! As vagas são limitadas.
PANIS ET CIRCIS
O Professor Dr. Jorge Lucio Campos leciona Ciências Políticas na UCAM, nos cursos de Direito e Comunicação Social. Defensor do voto consciente, com sendo talvez "a última chance que teremos de coibir a ação cotidiana dos bárbaros (nós mesmos?) infiltrados na cidade e que apontam para a possibilidade efetiva de um caos implosivo".
O Brasil vem sendo vítima de ignorância e descaso desde os tempos de colônia. Sua “Bastilha” foi em 1989, com as Eleições Diretas para presidente. São quase 20 anos de amadurecimento social, o que molda um país adulto e capaz. A chave é fugir do “espetáculo circense” , como define Jorge Lúcio, que substituiu a vida política do país. As saídas de emergência são a informação e a lucidez. Só assim o povo pode aprender a discernir e, desta forma, escolher com sabedoria.
Ele nos sugere a reflexão: Será que o nosso país, de fato, vale a pena? Nós, brasileiros de carteirinha, precisamos logo confirmar isso...
OPINIÃO PÚBLICA
Antes de começar, é preciso contextualizar o que lemos. Diante de exemplos tão distantes em nossas memórias, como Napoleão, a Revolução Burguesa e as constantes citações medievais, a curiosidade precipitou a busca pela fonte. Parecia ter esquecido as grandes guerras. Apesar de um pouco enfadonho, bastante repetitivo e incrivelmente longo, o texto nos surpreende pelo poder de observação do autor. Depois de descoberto que Gabriel Tarde foi o primeiro teórico da opinião, e já no final do século XIX, a tarefa cansativa tornou-se prazerosa, porque estávamos observando um dos alicerces de nossa sociedade. Como arqueólogos investigando o passado, a leitura mostrou-se uma viagem através dos tempos, conduzida pelas mãos do autor. [...]
CONCLUSÃO
Após o surgimento da prensa (Gutenberg), a forma de distribuir as informações começou a ser alterada. Surgiram os jornais, como materialização da inquietude Burguesa quanto às Monarquias Absolutistas. Mesmo que os ideais fossem, inegavelmente, igualitários , o resultado final foi controverso. Substituiu-se um poder por outro. O sangue pelo dinheiro. Paulatinamente o Capitalismo tomou a forma que tão bem dissecamos hoje, apesar de estarmos longe de uma alternativa de regime.
A imprensa, engatinhando nesse cenário febril, onde as ideologias ainda não sabiam bem ao certo o que pregavam, modelou-se “conforme a música”. Fortalecida pelas guerras, a indústria da fome, o crescente número de cabeças do rebanho eleitoreiro terceiro mundista (que precisam ser controladas, aliviadas, conformadas), tornou-se um poder quase que soberano. Hoje, conhecedora cada dia mais convicta de sua influência, mantendo seus espectadores entretidos (Não é a sociedade o belo espetáculo de Guy Dèbord?) , a mídia comanda as opiniões e todas as suas vertentes.
Instruídos, temos a chance de escolher nossos caminhos. Tarde desenovela os emaranhados de influência e controle do quarto poder, mesmo antes deles estarem visíveis. Profeticamente nos lega a responsabilidade de continuar esse caminho desenfreado e oportunista, que cava em todos os saberes uma forma de amontoar o “vil metal” ou escolher a mudança. Basta informação e consciência. Cortando esses fios, deixaremos de ser marionetes e poderemos caminhar com nossos próprios pensamentos.
Monday, September 15, 2008
Rainer Maria Rilke - Praga - 1875-1926
Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.
Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.
Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.
(Tradução: Paulo Plínio Abreu)
Monday, September 01, 2008
Naftalina
De 27 de março a 1º de abril de 2008, o evento oferece um grande leque de discussões em torno das linguagens humanas.
Para garantir o sucesso da empreitada, não foram medidos esforços. Convidados como Bia Bedran, Ariano Suassuna, Elisa Lucinda, André Trigueiro, Evanildo Bechara, Carlos Eduardo Novaes, Thalita Rebouças, e Antônio Olinto garantiram seus nomes na lista de presença. Contação de Histórias. Teatro de Fantoches. Oficinas de Origami. Tudo para levar o público a visitar o Salão e prestigiar o Caminho Niemeyer.
Programação para todos
As deficiências nas instalações foram contornadas pela diversidade da programação. E tudo gratuito. Não teve como ficar de fora. Desde os alfabetizandos até os mais eruditos puderam encontrar opções. De estandes promovendo contação de histórias até palestras relativamente elitizadas como Ariano Suassuna e o Imortal Evanildo Bechara, o evento abrangeu todas as faixas etárias, econômicas e sociais. “O Teatro está cuspindo gente”, brinca o segurança. “Está o tempo todo assim”. Contagiado, um sorriso gigante na boca, completou “Mas se a senhora não se incomodar, pode ficar em pé e assistir. Tá todo mundo gostando”.
Já no Memorial Roberto Silveira, mostra de cinema agrada os estudantes, “Mas poderia ter mais desenhos brasileiros”, Diz Kellen, 16 anos, estudante da rede pública. As animações Canadenses e Inglesas ocuparam a maior parte das projeções.
Preocupação com a Internet
Entre as atividades, bastante destaque para os minicursos, que vão ensinar como criar um blog e entrar no Orkut. Mostram a preocupação com a Inclusão Social. Para muitos dos visitantes, a Internet ainda não é realidade. É importante que as crianças tenham contato com ela de forma positiva. A orientação dos estandes fez toda a diferença para muitos deles, abarrotados na frente dos monitores, explorando o mágico mundo que se desenha pelos pixels. Alguns hipnotizados pela fala dos orientadores, ficavam com as boquinhas abertas. Daqui a alguns anos, quando entrarem no mercado de trabalho, o conhecimento de internet vai ser essencial para eles.
Democratização do acesso à leitura
Muitos lançamentos e relançamentos de livros e a presença dos autores para atrair os visitantes a olhar o livro mais de perto. Talvez não seja falta de livros, como sugeriram algumas professoras; nem falta de leitores, como sugeriu o mestre Carlos Eduardo Novaes com o tema “como viver de literatura num país sem leitores.” É possível que eles apenas não estejam se encontrando muito ultimamente. Porque de longe a gente pode ver gente de todas as idades, principalmente as crianças, se embolando pra ver, tocar, sentir o livro nas mãos.
Olhinhos brilhantes, lá vão elas de volta pra casa com o presente da FME – o livro. A Fundação viabilizou um vale-livro para que cada criança da rede municipal pudesse levar um para casa, à sua escolha. O contato com a leitura, o valor do livro, as diversas formas de ler, estão sendo cada dia mais valorizados. Dessa maneira estamos formando cidadãos mais capazes, pessoas mais completas. Isso é realmente semear um país melhor.
Fica a certeza de que esse evento tem tudo para se perpetuar. A cidade de Niterói está crescendo culturalmente a cada dia. Finalmente o Espaço Cultural caiu no gosto do povo. E quem ia acreditar que o Teatro Popular ia ser tão popular mesmo? Pena que não é todo ano. Pena mesmo que não é todo dia.