Mesmo completando a perna Qingdao-Rio em segundo lugar, Torben Grael manteve a tripulação do Ericsson 4, que tem mais dois brasileiros, em primeiro lugar na classificação geral, depois de 41 dias embarcado. O primeiro a aportar na marina foi o Ericsson 3. Ainda no Rio, a regata terá uma etapa IP (In Port) no próximo sábado, dia 4, com largada marcada para as 13 horas, na Baía de Guanabara.
“Como somos da casa, e conhecemos a raia, as correntes, marés, temos maiores chances de ganhar. Mas isso não é nenhuma garantia, pois na outra edição, mesmo com tudo isso o Brasil 1 não chegou nem perto de vencer... mas como o barco E4 é bom, as chances são boas.”, comenta Arthur Rossi, que acompanha a regata diariamente pelo site e participa da simulação criada para a internet. A versão Online conta, até agora, com mais de 180 mil participantes. O jogo oferece simulação da previsão dos ventos igual à recebida pelos barcos no mar, e faz os internautas sentirem o gostinho de estar no meio do oceano sem precisarem sair de casa. Dia 11 de abril a regata voltará a mar aberto, seguindo para Boston, cumprindo a 6ª perna da competição.
Bouwe Bekking, o Holandês Capitão do Telefônica Blue, estava na Marina conferindo os reparos do barco neste domingo. Ele perdeu a nau na última edição da regata, a mesma que vitimou um tripulante do ABN2. Nas águas agressivas do atlântico norte, ele havia jurado nunca mais voltar a participar dessa competição.

A regata começou em 1973, com o nome Whitbread Round the World Race, e tem patrocínio da Volvo pela terceira edição consecutiva. Em 35 anos de existência, dessa vez a corrida foi considerada a de maior milhagem e teve a perna mais longa (Qingdao-Rio) de todos os tempos. Parte disso se deve ao desenvolvimento tecnológico na engenharia naval, e à experiência dos competidores, que eleva o nível do evento. Muitos patrocinadores não têm grande representação no Brasil, onde os esportes náuticos tiveram maior exposição apenas nos últimos dez anos, depois do acidente que causou a amputação da perna do medalhista Olímpico Lars Grael.
As instalações da Marina passaram por uma grande reforma antes do Pan, que possibilitou receber uma competição desta magnitude. Antes, a etapa brasileira tinha sede na ilha de São Sebastião, em São Paulo.